O Ministério da Indústria e Comércio não acatou a liminar da Justiça Federal de Foz do Iguaçu que determinava a liberação de pelo menos 300, das 4 mil toneladas de alho argentino que aguardam liberação na fronteira entre Brasil e a Argentina há mais de uma semana.
O prazo para cumprimento da liminar expirou no início da noite de anteontem. Algumas cargas estão paradas há 10 dias na fronteira e as importadoras temem que o produto apodreça. Parte de algumas cargas já apresenta problemas devido a má conservação do alho.
Cerca de 100 caminhões com cargas pertencentes a pelo menos 20 importadoras estão retidas na fronteira por falta da anuência da Licença de Importação (LI), documento expedido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do ministério. As cargas estão avaliadas em R$ 5 milhões.
De acordo com Mário Alberto de Camargo, presidente da Associação dos Depachantes Aduaneiros de Foz do Iguaçu (Adafi), a Secex não informou o motivo do não cumprimento da determinação judicial. ‘‘O órgão simplesmente não esclarece o que está acontecendo. As pessoas responsáveis não atendem os nossos telefonemas’’, disse.
Camargo informou que ontem a Adafi entrou com uma petição solicitando novas providências ao juiz Rony Ferreira, que havia concedido a liminar. ‘‘Esperamos que a Justiça tome providências mais drásticas, pedindo até a prisão dos responsáveis, já que houve descumprimento da lei’’, disse.

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