Alguns acusados admitem alinhamento de preços
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os 14 presos na Operação Medusa III, que desmantelou suposto cartel no setor de combustíveis de Londrina e região, começaram a prestar depoimento, ontem, na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, em Curitiba. Os dois últimos detidos - Djalma Eugênio Guarda e seu irmão Mauro Cezar Guarda - chegaram na Capital na tarde de ontem. Eles haviam sido presos em Cuiabá (MT), na tarde de quarta-feira.
Segundo o delegado Marcus Vinicius Michelotto, da Delegacia de Estelionato, alguns dos depoentes admitiram a prática de ''alinhamento de preços'' nas bombas. As suspeitas de adulteração e sonegação fiscal, informou ele, serão apuradas pelos ministérios da Justiça e Fazenda a partir da análise da documentação apreendida (notas fiscais e computadores).
A expectativa de Michelotto era concluir, ontem, a oitiva de cinco dos suspeitos de envolvimento, que deverão ser liberados, no domingo, quando vencem os mandados de prisão temporária. ''Comecei os depoimentos com os que tinham uma participação menor'', afirmou. O delegado adiantou que pretende pedir a prorrogação da prisão dos demais suspeitos, pois acredita que não terá tempo suficiente para ouvir todos.
Ontem, a polícia divulgou os nomes dos suspeitos de participação no ''cartel'' que, além de terem mandado de prisão expedidos pela Justiça, foram autuados em flagrante por posse ilegal de armas. São eles: Sérgio Góes de Oliveira, 46 anos; Itauby Netto José Ramalho Guarda, 30 - filho de Djalma Guarda; e Edson Fernandes Gimenes, 29.


