Segundo a Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), as condições de trabalho dos empregados no setor tiveram muitos avanços nos últimos anos, colocando inclusive o Estado como modelo a ser seguido. Para o superintendente da entidade, José Adriano da Silva Dias, o caso da Usina Central de Porecatu é uma exceção.
Ele comentou que a entidade não tem acompanhado de perto o problema da usina porque a mesma não faz parte do quadro de associados da Alcopar. Apesar disso, ele afirmou que a associação tem interesse em ajudar a resolver a questão. ''Não adianta todas as usinas trabalharem corretamente e apenas uma não atuar dentro das regras. Isso prejudica o setor'', justificou Dias. Hoje, o Estado conta com 30 usinas de cana-de-açúcar, sendo 25 associadas à Alcopar.
Questionado sobre as consequências comerciais que o setor pode enfrentar por conta de um cenário onde os trabalhadores atuam em condições discutíveis, Dias afirmou que ''a imagem do Brasil poderá ficar manchada''. É interessante lembrar que os empresários do segmento sucroalcooleiro estudam a possibilidade de transformar a cana-de-açúcar em commodity para exportar mais e negociar melhores preços.
Atualmente, conforme dados da Alcopar, o Estado possui 600 mil hectares de cana plantados, sendo o segundo maior produtor do País. O primeiro é o estado de São Paulo, que produz 60% da cana de todo o País. Somente neste ano, a expectativa é que o Paraná produza na próxima safra cerca de 1,8 bilhão de litros de álcool e 2,2 milhões de toneladas de açúcar, registrando um crescimento em torno de 12% em relação à safra 2007/08. (E.Z.)

mockup