Algodão terá perdas de até 25%: estiagem
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quarta-feira, 08 de julho de 1998
Guilherme Vieira 
Os produtores de algodão devem amargar perdas de até 35% na safra deste ano em razão do clima que não favoreceu a cultura. Esse número foi divulgado depois de um levantamento do Grupo Coordenador de Estatísticas Agropecuárias do Paraná (GCEA) que se reuniu na quinta-feira, em Curitiba, para fazer o acompanhamento das principais culturas, entre elas o algodão herbáceo, arroz, feijão da seca e milho.
Segundo o coordenador técnico do Censo Agropecuário do IBGE, Jorge Mryczka, a estiagem prejudicou o plantio do algodão, que sofreu com altas temperaturas e poucas chuvas em janeiro. O clima voltou a ser desfavorável à cotonicultura no período entre fevereiro e abril, quando o excesso de chuvas atrapalhou o desenvolvimento da planta.
Arroz A cultura do arroz teve bom desempenho não recebendo influências do clima. Segundo Mryczka, o produto escapou da estiagem que só chegou depois da fase de cacheamento. Foram plantados 83 mil ha de arroz que devem produzir 177,5 mil t.
O arroz irrigado está respondendo por 13 mil ha desse total (15,66%), devendo produzir cerca de 61 mil t.
Feijão Os dados coletados sobre o feijão das secas apontam área de cultivo de 93 mil ha, com produção de 108 mil t, o que corresponde a uma média de 1,16 mil kg/ha. A previsão para o desempenho da cultura era de 1,2 mil a 1,25 mil kg/ha, o que não se confirmou pelo excesso de chuvas, no período entre fevereiro a abril.
Milho A comercialização da safra normal de milho já atingiu 98%. O produto ocupou uma área de 1,46 milhão de ha, responsável pela produção de 5,42 milhões de t. Houve uma redução da área plantada de 353 mil ha em relação à safra passada.
O preço da saca deve se manter entre R$ 6,80 a R$ 7,80/saca de 60 kg, que é uma boa remuneração. Segundo o técnico, a entrada da safrinha no mercado não deve alterar os preços atuais porque a safra 98/99 está longe da colheita, e o mercado está precisando do produto.


