Algodão também sofre com a falta de chuva
Outras culturas de verão também apresentam quebra por causa da estiagem. O Deral informou que, no caso do algodão, a safra atualmente esperada é de 93.100 toneladas de algodão em caroço, com redução de 10,5%. Os maiores prejuízos ocorreram nas Regiões de Toledo, Londrina, Maringá, Umuarama e Paranavaí e totalizam R$14,5 milhões.
A colheita, mais avançada que em 2003, atinge 24% da área e as demais lavouras encontram-se nas fases de floração (6%), frutificação (38%) e maturação (56%). Aproximadamente 50% das lavouras são ruins ou regulares.
Arroz, feijão da seca, café, cana de açúcar e mandioca são outras culturas que sofrem com a estiagem. As áreas de pastagens também enfrentam problemas, com redução da oferta de massa verde e aceleração o ciclo vegetativo de várias espécies. A falta de chuvas está afetando o abastecimento de água para a suinocultura, bovinocultura e avicultura.
O plantio do milho safrinha continua atrasado, apesar de alguns produtores terem aproveitado as pancadas de chuva para dos últimos dias para semear as lavouras. A área cultivada avançou de 30% para 37%. No mesmo período do ano passado, 57% das lavouras estavam semeadas.
Segundo a engenheira agrônoma Vera da Rocha Zardo, do Deral, a situação é preocupante pois, pela recomendação do Zoneamento Agrícola aprovado pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), o prazo máximo de semeadura termina hoje. Em regiões onde o prazo se esgotou antes, muitos produtores cancelaram pedidos de sementes e de fertilizantes ou substituiram cultivares de padrão tecnológico mais elevado por sementes de tecnologia inferior. A estimativa de plantio inicial era de 1,45 milhão de ha, mas foi reavaliada para 1,3 milhão. ''Com certeza, novas reduções ocorrerão'', disse Vera.
A avaliação das lavouras indica que 40% da área semeada encontra-se em condições ruins ou regulares. As lavouras da Região Sudoeste, onde o plantio ocorre mais cedo, já apresentam estimativa de quebra da produtividade de 25%.





