Os consórcios Algar e Lightel tentarão convencer a Comissão Especial de Licitação do Ministério das Comunicações de que houve interpretação errada dos documentos apresentados na proposta para participar da licitação da banda B, de telefonia celular.
Os dois consórcios, integrados pela Algar, construtora Queiroz Galvão e a empresa coreana Korea Mobile Telecom (KMT), entraram ontem com recurso administrativo, pedindo reconsideração da decisão do ministério, que
considerou os dois consórcios inabilitados.
A empresa KMT aparece nos documentos do consórcio como KMT Corporation e KMT International Incorporated. O ministério entendeu que não havia provas de vínculo societário entre as duas. O vínculo societário é fundamental para o consórcio Algar comprovar que tem mais de 1,5 milhão de assinantes de celular, conforme requer o edital para a Área de Concessão 3, que engloba os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Segundo o diretor-financeiro da Lightel e coordenador dos consórcios, Aristeu Grillo, a KMT International Incorporated é 100% controlada pela KMTC, que tem mais de 3 milhões de assinantes de celular na Coréia. A KMTC, com sede em Seul, controla a KMTI, sócia dos consórcios Algar e Lightel e que tem sede em Nova York.
O argumento dos dois consórcios é de que as expressões incorporated e corpation já traduzem ligação societária. De acordo com Grillo, os consórcios já haviam dado essa explicação à comissão de licitação em resposta à diligência feita em 21 de maio. Caso a comissão não acate as justificativas apresentadas, os dois consórcios pretendem apelar ao Supremo Tribunal de Justiça. ‘‘Vamos utilizar de todos os meios. Não faz sentido não nos habilitar’’, disse Grillo.

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