Alfonsin diz que o Brasil será 5ª potência mundial
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terça-feira, 15 de maio de 2001
Vladimir Goitia e Inês Migliaccio Agência EstadoDe São Paulo 
Acredito que, daqui a dez anos, o Brasil será a quinta potência do mundo e, para a Argentina, é muito importante unir-se a este grande país, disse ontem o ex-presidente da Argentina e atual presidente da União Cívica Radical (UCR), Raúl Alfonsín, em reunião com empresários promovida pelo Memorial da América Latina, em parceria com a Agência Estado, como parte do evento Presidentes do Mercosul.
Alfonsín reforçou a necessidade absoluta da consolidação do bloco para que os países membros possam desenvolver suas indústrias, ampliar o mercado e superar o protecionismo dos Estados Unidos. O Mercosul foi criado com o intuito de acabar com a rivalidade absurda e anacrônica entre o Brasil e Argentina, inclusive na área bélica, destacou.
Devemos lutar contra qualquer manifestação que afete a lealdade entre os nossos países, disse Alfonsín, referindo-se a recentes declarações do ministro de Economia argentino, Domingo Cavallo, que reacendeu, nas últimas semanas, o debate sobre a viabilidade do Mercosul ao defender realização de um acordo bilateral direto com os Estados Unidos.
O ex-presidente reconhece que os conflitos comerciais entre o Brasil e a Argentina vão continuar existindo, mas eles seriam atenuados se os países conseguissem definir pontos de convergência macroeconômica, principalmente na área cambial.
Para ele, a solução fundamental para estes atritos, que em períodos se intensificam, passa pela questão cambial. O Mercosul passa por um momento delicado, mas sairá desta crise, assim como a União Européia conseguiu superar cerca de 700 conflitos para chegar ao seu estado atual, destacou.


