Alface, abobrinha e mamão sobem 40%
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quarta-feira, 30 de março de 2005
Marta Ortega<br>Reportagem Local 
O consumidor está sentindo no bolso, esta semana, o aumento em alguns produtos comuns à mesa, como alface, abobrinha e mamão. Os três produtos tiveram uma alta de 40% em relação à semana passada. No caso da alface, a caixa com nove unidades, que custava entre R$ 7 e R$ 8, estava sendo comercializada por R$ 11,50 ontem na Central de Abastecimento (Ceasa) em Londrina. A abobrinha também enfrenta a mesma alta, sofrendo a variação de preço de R$ 17 para R$ 25, a caixa. No caso das frutas, o mamão é o grande vilão da semana. O aumento de 40% é considerado muito alto. O preço da caixa passou de R$ 15 para R$ 21.
De acordo com o presidente da associação dos atacadistas, Clóvis Tsuzaki, o preço praticado hoje, comparado com outros anos, é considerado ''elevadíssimo''. ''A alta é muito grande e as causas são as condições climáticas.'' Segundo o atacadista, o excesso de chuva dias atrás e agora, o excesso de calor, com oscilação da temperatura, garantem a variação também nos preços. ''Os preços, geralmente, são afetados nas duas semanas seguintes, com a produção dos perecíveis'', explica.
Apesar da alta em alguns produtos, o pepino e a melancia tiveram queda significativa. No caso do pepino, a caixa passou de R$ 18 para R$ 12, uma baixa total de 35%. Já da melancia, a queda na temperatura, fez com que o consumidor reduzisse a procura pelo produto. ''A falta de demanda faz com que o preço diminua'', afirma Tsuzaki. A fruta que estava custando em média R$ 0,65 o quilo, teve uma queda de 30% e está sendo comercializada a R$ 0,40 o quilo.
De acordo com Tsuzaki, o preço final ao consumidor não oscila muito. Como existem muitos mercados dispondo os produtos, o preço final não altera tanto em relação ao praticado na Ceasa.''A alta já vem do produtor e é repassada ao comerciante. Não é possível diferenciar muito.''
Apesar das variações em alguns produtos, outros estão estabilizados. A banana, por exemplo, custa R$ 10 a caixa. A maçã nacional (produto de época) está sendo comercializada a R$ 23 a caixa. O repolho está sendo vendido com preço estabilizado, mas em alta, segundo Tsusaki, com valor da caixa em R$ 17. A laranja sofreu com a seca e tem o preço estabilizado em R$ 16 a caixa. ''Em outras épocas, esse produto estaria em baixa'', afirma Tsuzaki, que considera o preço da laranja ainda alto. ''Já tivemos uma queda de 20%, mas ainda está 20% acima do normal.''


