Segundo o BID, os níveis de dívida pública nas sete maiores economias da região passaram de uma média de 37% do PIB, em 1997, para 51% em 2002, principalmente por causa das dificuldades fiscais e das desvalorizações de suas moedas.
De acordo com os economistas do BID, a fragilidade das finanças públicas significa que os governos não poderão exercer um papel muito ativo para apoiar a expansão da demanda. Pior ainda, acrescentam eles, isso significa que a região ainda está vulnerável a novos choques, capazes de afetar as recitas tributárias ou encarecer o serviço da dívida.
''A recuperação de 2003 e 2004 talvez ajude a reduzir os déficits fiscais e a melhorar as posições relativas de endividamento dos países, nas não na medida necessária para que eles retornem rapidamente à margem de manejo fiscal que existia em 1997'', alerta o BID. ''Os governos cometerão um equívoco se não aproveitarem o crescimento maior para fortalecer, o mais rápido possível, os resultados fiscais. Só assim poderão recuperar a margem que precisarão para sobreviver a uma nova crise.''
Os alertas do BID, porém, não páram apenas aí. Os economistas do banco explicam que a dívida pública de grande parte dos países latino-americanos se encontra denominada em moeda estrangeira ou atrelada às flutuações das taxas de câmbio. ''Isso é, em grande parte, responsável pelos aumentos nos coeficientes de dívida como consequência da desvalorização e é um dos fatores causadores do comportamento cíclico inadequado das políticas fiscais na região'', dizem.

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