Alerta máximo contra entrada de pragas no país
Vânia Casado
O Ministério da Agricultura alerta as pessoas que fazem viagens internacionais para que não tragam frutas, mudas de plantas ou amostras vegetais de forma irregular. A entrada de produtos sem o certificado fitossanitário emitido pelo país de origem pode disseminar pragas que ameaçam a agricultura no Brasil.
Em função desse risco, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Ênio Marques, vai assinar uma portaria proibindo a entrada de qualquer material vegetal sem autorização. Para cumprir a portaria o ministério vai intensificar a fiscalização nos postos de fronteira, empresas de transporte de cargas e passageiros.
Junto com a portaria, o ministério da Agricultura vai divulgar uma relação de 38 pragas que não existem no Brasil, mas que estão próximas de entrar no país se nada for feito. Entre as de maior risco, o coordenador de Proteção de Plantas do ministério, Odilson Ribeiro aponta a colchonilha rosada que ameaça o algodão e mais 200 gêneros de plantas, a trogoderma granarium que ataca os grãos armazenados, a mosca da carambola que ataca frutas em geral, algumas bactérias que atacam a maçã. Ribeiro relacionou ainda a incidência da sigatoka negra que está destruindo os bananais nos Estados Unidos e a erva-de-bruxa, que é a pior erva daninha que destrói lavouras de milho, trigo e sorgo.
Segundo Ribeiro, o ministério da Agricultura tem uma lista com cerca de 200 pragas existentes no mundo que não tem no Brasil. Mas salienta a dificuldade de controlar a entrada dessas pragas se não tiver a colaboração das pessoas e empresas que trazem as cargas. Pragas como o cancro cítrico e o minador dos citros devem ter entrado pelas mãos de viajantes, já que ninguém sabe até hoje como elas chegaram, acredita o técnico.





