Se as exportações de Hong Kong forem somadas às de Pequim, a China já poderia ser considerada como a maior exportador do mundo. Pela classificação da OMC divulgada ontem, a Alemanha continua na primeira colocação como maior exportador do mundo, com vendas de US$ 1,3 trilhão e uma alta de 20% em 2007. Os alemães contam com 9,5% do comércio mundial.
Pela primeira vez, a China vem em segundo lugar, com US$ 1,2 trilhão e 8,8% da fatia do mercado internacional. No ano passado, suas exportações aumentaram em 26%. Os chineses, assim, passaram os Estados Unidos, que hoje exportam US$ 1,1 trilhão e tiveram crescimento de 12%. Mas se as vendas e re-exportações de Hong Kong forem somadas, a economia de Pequim e a ex-colônia britânica somariam juntas mais de US$ 1,5 trilhão em vendas.
Mas nos registros oficiais da OMC, por se tratarem de acertos aduaneiros diferentes, Hong Kong e China são contabilizados como duas economias separadas. A OMC não nega que existe a possibilidade de que, sozinha, a China, se transforme na maior potência comercial do mundo até o final do ano.
Em agosto do ano passado, Pequim já registrou vendas acima da Alemanha. Mas a disputa com os Estados Unidos também é acirrada. Com a desvalorização do dólar, os americanos conseguiram aumentar suas exportações em 11% apenas nos dois primeiros meses do ano, ameaçando a segunda posição da China no ranking.
Entre os latino-americanos, o melhor posicionado é o México, na 15 posição e com 2% do comércio mundial.

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