France Presse
De Berlim
A Alemanha, que pretende exercer um papel político no mundo em correspondência com seu peso econômico, está pressionando os parceiros. Quer ver o seu candidato, o brasileiro Caio Koch-Weser, que possui dupla nacionalidade (é paranaense, nascido em Rolândia), como próximo diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), em substituição a Michel Camdessus.
O avô de Caio, Erich Koch-Weser, presidiu o partido democrático alemão, tendo sido um dos líderes liberais de destaque durante a República de Weimar. Com a chegada dos nazistas ao poder, em 1933, a família Koch-Weser se refugiou no Brasil estabelecendo-se numa fazenda de café no Paraná.
Tanto na chancelaria quanto nos ministérios alemães das Relações Exteriores e Finanças, a posição é clara: Berlim deve ganhar esta batalha ante as reservas da França. Para o governo alemão, não há dúvidas de que Koch-Weser, atualmente secretário de Estado no ministério das Finanças, é o candidato ideal. ‘‘É internacionalmente conhecido e possui competência para o cargo’’, estima a chancelaria.
Pensam o mesmo os analistas financeiros alemães deste alemão-brasileiro procedente de uma família com passado imaculado. A carreira profissional de Koch-Weser está marcada pelo trabalho durante 20 anos no Banco Mundial, onde foi também membro do comitê executivo. A Alemanha, a terceira economia mundial mergulhada em culpa durante o pós-nazismo, está ‘‘subrepresentada nas instituições internacionais’’, comenta Stefan Schneider, analista do Deutsche Bank.

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