Alemanha e Inglaterra apóiam mudança
Na União Européia, os governos alemão e britânico são os principais defensores de mudanças na Política Agrícola Comum (PAC). O governo alemão preparou uma proposta de reforma para ser discutida este ano, durante a revisão do programa fixado para o período de 2000 a 2006.
A proposta inclui o desmonte gradual dos mecanismos de suporte interno de preços, de subsídios à exportação e de financiamento de estoques de excedentes. Prevê o abandono, também gradual, dos instrumentos de apoio vinculados à produção. Os estímulos deverão ser dirigidos para a preservação ambiental e para a elevação dos padrões sanitários.
Mudanças desse tipo, segundo a proposta alemã, deverão tornar a política mais compatível com as normas da OMC e criar maiores oportunidades para as economias em desenvolvimento. O documento menciona razões internas para a mudança a necessidade, por exemplo, de restabelecer a confiança dos europeus na qualidade de seus alimentos e razões externas, como as negociações na OMC e o ingresso na União Européia, a partir de 2004, de países centro e leste-europeus.
Nesta semana, porém, o comissário europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, o austríaco Franz Fischler, defendeu em Londres cautela nas mudanças. Precisamos de evolução, não de revolução, disse Fischler. Os franceses com certeza concordam quanto à prudência e não mostram nenhuma pressa de iniciar mudanças.
Os defensores de mudanças ganharam pontos importantes em Nova York, durante a reunião do Fórum Econômico Mundial, encerrada no dia 4. Uma força-tarefa composta por dirigentes de 32 entidades privadas, multilaterais e não-governamentais lançou um documento a favor da reforma dos mercados agrícolas. Segundo esse documento, as economias em desenvolvimento terão um rendimento adicional de pelo menos US$ 150 bilhões, em 2015, se o subsídios que distorcem o comércio forem eliminados nos próximos anos.





