Alemães visitam usinas de álcool da região
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quarta-feira, 28 de março de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Um grupo de 12 investidores alemães visitou ontem as usinas de açúcar e álcool na região de Londrina e Maringá para conhecer os processos industriais e de proteção ao meio ambiente aplicados nos locais. Eles também estiveram na Corol Cooperativa Agropecurária, em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) para analisar as práticas de produção da empresa.
O grupo de estrangeiros foi convidado pela Agência de Desenvolvimento do Norte Paraná Terra Roxa, que tem por objetivo trazer investidores para o Brasil. ''A visita foi muito positiva, eles estão encantados com o que viram na região'', afirmou o presidente da agência Adrian von Treuenfels. Entre os investidores, havia empresários do setor de combustíveis, alguns que atuam na área de meio ambiente e também de cooperativas que trabalham com grãos.
Segundo Treuenfels, a idéia de trazer o grupo de alemães é tentar desmitificar a imagem que eles têm do Brasil, ''de que só existe trabalho infantil na plantação de cana-de-açúcar e processos que agridem o meio ambiente''. ''Eles se surpreenderam com o que viram e mudaram a imagem que tinham do País'', garantiu o presidente da Terra Roxa.
O empresário alemão Gerhard Ammon, que presta consultoria técnica e econômica a empresas que buscam soluções para problemas ambientais, especialmente na área de resíduos, ficou impressionado com os processos industriais que encontrou na região.
Segundo ele, que conhece muito a região do México, por exemplo, o Paraná é muito mais evoluído tanto na área urbana quanto na rural. ''As ruas são mais limpas, o tratamento do lixo é mais efetivo, os padrões de trabalho são mais adequados às questões sociais'', disse o empresário. Ammon afirmou que, apesar de ser apenas uma viagem para estudar as práticas brasileiras, ele ficou interessado em fazer negócios na área de tratamento de resíduos.
O empresário da área de distribuição de energia, Bruno Schulwitz, também se surpreendeu com o alto padrão das usinas visitadas. ''Os padrões sociais, na questão trabalhista, por exemplo, é melhor do que os da Alemanha. Aqui tem 13º salário e, às vezes, dependendo do desempenho da usina até 14º salário'', contou. Ele também destacou que a tecnologia aplicada nas usinas da região é mais simples do que a da Alemanha, mas o motivo é que aqui no Brasil existem vantagens naturais, como sol e outras fontes de energia em abundância.
Schulwitz, que já faz negócios com brasileiros, vai construir um depósito de combustível no Espírito Santo, e não descartou a possibilidade de investir na região de Londrina. A comitiva de alemães ainda vai passar pela região de Curitiba e visitar a sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, até o final desta semana.


