A cerveja de trigo mais conhecida e consumida no mundo, uma alemã - tipo ale weissbier -, produzida desde 1886 na região da Baviera, é a preferida do ex-jogador Élber Giovani de Souza, londrinense que atuou muitos anos no futebol europeu. É uma bebida de sabor suave, híbrida (de alta e baixa fermentação), que tem como grande diferencial a segunda fermentação que acontece dentro da própria garrafa. A long neck custa R$ 7,50.
Élber conheceu a cerveja quando jogava no Bayern de Munique, na Alemanha. ''Os fabricantes eram patrocinadores do time. Eles nos mandavam direto a cerveja, as garrafas ficavam disponíveis dentro do ônibus (do clube). Hoje, quando tomo, sinto gosto de vitória. Revivo tudo aquilo que passei, os títulos que ganhei. Eu amo a cor dessa cerveja'', conta enquanto degusta a bebida.
Segundo Élber, na concentração, um dia antes dos jogos, era comum o treinador aconselhar os jogadores a tomar cerveja para ''relaxar, dormir melhor''. ''Nós, os estrangeiros, não tínhamos esse hábito, só os alemães. Depois do jogo, porém, eu tomava alguns copos. Era muito bom'', lembra.
Ele diz que hoje aprecia vários tipos de cervejas especiais e tem, inclusive, uma coleção em sua adega com cerca de 15 rótulos. A maioria é importada de países como Alemanha, França e Bélgica. ''Muitas eu ganhei. Quando vai alguém em casa, costumo oferecer. Mas não é para todo mundo, é só para os que sabem apreciar, tomar pouco, com moderação. Tem que saber degustar'', diz.
Segundo Élber, o mercado brasileiro hoje oferece muitas opções para quem aprecia este tipo de cerveja. ''Antes era difícil de achar e bem mais caro. Hoje, fico satisfeito por achar em Londrina as cervejas que eu tomava na Alemanha'', diz. ''Tenho cerveja em casa que nunca tomei e nem vou tomar. Comprei só porque gostei da garrafa''.
O advogado Jackson Luiz Bordin descobriu os prazeres da cerveja quando foi trabalhar no Norte do Brasil. ''O calor era tanto que você não vencia tomar cerveja. Nunca mais parei. Hoje, gosto de todas, principalmente as especiais'', afirma. A preferida dele é uma irlandesa, escura e forte, com 300 anos de história, muito conhecida no mundo inteiro. Custa de R$ 11 a R$ 15 a lata de 500 ml.
''Gosto muito das cervejas artesanais, que não são para você cair de beber no boteco. São para sentir o gosto mesmo. O interessante é que, conforme você vai experimentando, vai aprimorando o paladar e passa a perceber as particularidades da bebida'', conta Bordin. (G.M.)

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