Cascavel - O escritório regional da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) recebeu ontem a oitava denúncia de cultivo de soja transgênica em propriedades de Toledo, no Oeste do Paraná. No início da semana, depois da confirmação que uma lavoura usava sementes geneticamente modificadas, a produção foi colhida e armazenada. Anteontem, outras seis áreas haviam sido apontadas como suspeitas de utilização de transgênicos.
No Sul do Estado, técnicos da Vigilância Sanitária Vegetal da Seab interditaram ontem uma área de 4 hectares em São Mateus do Sul (91 quilômetros a nordeste de União da Vitória), onde foi confirmado o uso de sementes de soja transgênica, adquirida em Canoinhas, Santa Catarina. A Seab também está investigando denúncia sobre outras oito áreas nas proximidades da cidade, onde também teriam sido cultivadas sementes modificadas.
O engenheiro agrônomo da Seab de Toledo, Roberto Siqueira Filho, informou que ontem mesmo foi coletada soja na área denunciada. Essa amostra e das outras seis propriedades foram enviadas para análise no laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Pela quantidade de propriedades suspeitas, a Seab e o Ministério da Agricultura pediram urgência na avaliação.
Os engenheiros agrônomos de Toledo estão se mobilizando para debater a questão dos transgênicos. Eles vão organizar um encontro para avaliar as implicações técnicas, de legislação e de mercado. Para o agrônomo Dorvalino Fiametti, é um assunto polêmico porque o cultivo irregular de soja transgênica vem crescendo.
Além das amostras de Toledo, o laboratório da Universidade Federal vai avaliar também a soja das propriedades de São Mateus do Sul. O laudo com os resultados deve estar pronto na próxima quarta-feira. A assessoria de imprensa da Seab informou que são feitas operações cotidianas de fiscalização de uso de produtos ilegais e que as atuais investigações de uso de transgênicos partiram de denúncias. (Colaborou Rosana Félix)

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