Assim como cresce o número de famílias que resolvem adotar um pet, aumentam também os gastos de seus donos. De acordo com a Anfal Pet, em 2003, 40% dos animais domésticos consumiam alimento industrializado. Já em 2008, esse percentual subiu para 47%. Além da alimentação, os gastos envolvem banhos, tosas, vacinas, medicamentos, roupas e até sapatos.
A enfermeira Fernanda Donadio Pitta leva Léo, seu maltês de dois anos, toda semana ao pet shop. ''Ele toma banho toda semana, já tem horário fixo. Gasto mais ou menos R$ 50 por mês com banho e tosa''. Além disso, ela compra ração, biscoitos e ossinhos para Léo. ''Comprei roupinhas apenas no inverno, e brinquedinhos no começo, então ele já tem bastante. Resumindo, devo gastar por mês, mais ou menos R$ 110. Com exceção quando ele fica doente ou quando é preciso dar vermífugos''.
Os gastos, alguns considerados supérfluos, estão associados à mudança do papel do animal de estimação na sociedade. Muitos donos consideram o pet como um membro da família, e geralmente, quem tem melhores condições financeiras, costuma gastar mais com os animais. ''É impressionante como nos apaixonamos por esses bichinhos, eles são extremamente carinhosos e companheiros, alegram o nosso ambiente. O Léo já faz parte da família'', comenta Fernanda.
Em pet shops é possível encontrar atualmente roupas estilizadas ou de grifes, tinturas para fazer mechas, gargantilhas com brilho e casinhas mais elaboradas. Além disso, alguns deles oferecem sessões de hidroginástica, ofurô, itens de estética e até terapia para os bichanos. Até mesmo quem não pretende pagar por esses luxos, terá um gasto mínimo todo mês, dependendo do tamanho e da raça do animal. Dados da Anfal Pet indicam que um cachorro pode gerar uma despesa média mensal de R$ 300, incluindo banhos, tosas e ração.

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