A Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar) quer a construção de um alcoolduto. O assunto foi discutido durante esta semana com o governador Roberto Requião (PMDB) e faz parte de uma lista de reivindicações do setor para melhorar a infra-estrutura estadual. ''Temos o menor custo do mundo de produção do etanol e do açúcar, enquanto o custo da nossa logística é o mais caro do mundo'', afirmou o presidente da Alcopar, Anísio Tormena.
Segundo ele, o Brasil não tem tradição na exportação a granel de líquidos e, por isso, não tem estrutura adequada para o serviço. ''Um alcoolduto reduziria nosso custo de logística em pelo menos 20 vezes. Seria infinitamente mais barato'', salientou Tormena. O projeto inicial da obra ligaria Maringá (Região Noroeste) ao Porto de Paranaguá. No ano passado, o Paraná exportou cerca de 450 milhões de litros de álcool, o equivalente a um terço da produção. Para 2007, a meta é comercializar, pelo menos, 500 milhões de litros.
A Região Noroeste foi a escolhida pela Alcopar para receber o alcoolduto porque a estimativa é que a expansão da cana-de-açúcar ocorra, principalmente, naquele local. A cultura tomaria espaço das pastagens, atividade menos rentável atualmente. Além disso, as 29 usinas estariam concentradas nas regiões Noroeste e Norte Velho. No ano passado, a produção estadual cresceu 20% e a projeção para 2007 é novamente um aumento de 20%.
''Mesmo assim não existe a possibilidade de o Paraná se transformar em monocultura. A cana ocupa apenas 3% da área agricultável estadual'', comenta Tormena. O governador encomendou a Alcopar estudos sobre a viabilidade do projeto e sugeriu que o alcoolduto seja construído em parceria com o próprio segmento, iniciativa privada e empresas públicas. Na verdade, Tormena explica que o alcoolduto complementaria a construção de um terminal público no Porto de Paranaguá para armazenamento e transbordo do álcool. A previsão é que as obras sejam concluídas até junho. Atualmente, o setor utiliza um terminal privado.

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