A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) de vetar os subsídios da produção de açúcar à União Européia (UE) não deve causar desabastecimento de álcool combustível no Brasil a partir de 2005. A opinião é de José Adriano da Silva Dias, superintendente da Associação dos Produtores de Álcool e Açúcar do Paraná (Alcopar).
A possibilidade de haver escassez de combustível foi levantada recentemente pelo presidente da União das Destilarias do Oeste Paulista (Udop), Luiz Guilherme Zancaner. Para ele, o fim dos subsídios poderia incentivar os usineiros a produzirem menos álcool e mais açúcar para lucrarem com a exportação do produto.
Dias não acredita nessa possibilidade. ''Ninguém vai abrir mão de um mercado já consolidado'', opinou. Segundo ele, a sistemática adotada pelo setor é atender ao mercado interno, em primeiro lugar. ''Apenas o excedente é exportado.''
Como a queda do subsídio começa a valer em 2005, Dias afirmou que a cadeia produtiva terá condições de se organizar para produzir mais cana. A mesma estratégia tem sido adotada para atender a demanda dos países asiáticos pelo álcool brasileiro. ''Até 2007, o Paraná vai ampliar a área de cana em 150 mil hectares para atender este novo mercado''.

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