Alcopar espera mais detalhes
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Ricardo Maia <br> <br> Reportagem Local 
Miguel Rubens Tranin, presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), comemora a ação de fomento ao setor por parte do governo. ''Durante muito tempo realizamos várias visitas a Brasília para reivindicarmos um maior apoio no processo de reestruturação do setor'', frisa.
O dirigente da Alcopar completa que é necessário mais informações sobre o custeio desses recursos e, principalmente, sobre as taxas de juros que serão cobradas. Tranin observa que das três fases de investimentos propostas pelo governo, a renovação dos canaviais, em sua opinião, deve ser prioridade.
Para o superintendente da Alcopar, José Adriano da Silva Dias, o governo deve dar mais atenção ao etanol e menos à produção da gasolina. ''O etanol sempre perdeu competitividade em relação à gasolina''. Dias reclama que a carga tributária que incide sobre a gasolina é de 37% e a do etanol 32%. ''Apesar do número ser menor, o etanol é menos competitivo. ''Isso, em suas devidas proporções, acaba com que o etanol sofre mais com a carga tributária'', aponta.
Dias acrescenta que o custo de produção do etanol é outro problema. Ele revela que entre os anos de 2005 e 2011, o custo aumentou em torno de 47%. Na atual safra, segundo estimativa da Alcopar, o Estado deve colher cerca de 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, mesmo volume registrado no ciclo anterior. Porém, a área plantada nesta safra aumentou, fechando a 618 mil hectares, ante 584 mil hectares da safra anterior.


