O preço do álcool subiu de 8% a 11% em alguns postos de combustíveis de Londrina. O litro, comercializado entre R$ 1,20 e R$ 1,29 na semana passada, chegou a ser vendido a R$ 1,47 em um posto distribuidor da Shell. Em outros estabelecimentos pesquisados pela Folha, o preço variou de R$ 1,20 a R$ 1,37. Donos de postos garantem que não esperavam o aumento.
Um empresário que não quis se identificar comentou que, na semana passada, comprava o litro do produto a R$ 1,14. Quando recebeu nova remessa, ficou surpreso com o valor de R$ 1,27 discriminado na nota. ''Os donos de postos brigaram e a Shell baixou para R$ 1,21. Mas já estamos sabendo que amanhã ou depois (hoje ou amanhã) vai subir de novo'', disse ele.
Outro dono de posto, que vendia o produto a R$ 1,25 na semana passada, passou a comercializar o litro por R$ 1,36, no sábado, quando recebeu uma remessa de combustível com preços mais caros. ''Só soube da alta quando vi a nota. Esse aumento não tem justificativa''. reclamou. Entre os empresários do setor, comenta-se que a alta decorre de aumento no custo de produção das usinas. Outra explicação seria a alta do álcool no mercado internacional.
Indicadores do Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) revelam que o preço do litro recebido por usinas e destilarias no mercado interno variou de R$ 0,69 a R$ 0,72, de 8 de novembro de 2002 a 3 de janeiro deste ano. ''Os preços praticados pelas usinas não justificam o aumento nos postos'', garantiu Adriano da Silva, superintendente da Associação de Produtores de Açúcar e Álcool do Paraná (Alcopar).
Donos de postos acreditam que a gasolina também aumentará até a próxima semana. De acordo com um dos empresários entrevistados, a alta se justifica porque 25% da composição do produto é constituída de álcool anidro. A expectativa é que o aumento seja de R$ 0,06 em duas semanas.

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