Álcool poderá faltar em maio, admitem usineiros
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Agência Folha 
Araçatuba Representantes dos usineiros e do governo admitiram, ontem, a possibilidade de faltar álcool nos postos de combustíveis a partir de maio, por conta de um possível atraso na entrega de 600 milhões de litros, prevista para abril.
A entrega é um dos itens do acordo feito entre o governo e o setor em 15 de janeiro e ratificado em 6 de fevereiro. Em discurso para 200 empresários do setor, durante uma feira de agronegócios, em Araçatuba, o presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, disse que a região Centro-Sul conseguiu, até agora, somente 250 milhões dos 450 milhões de litros de álcool da cota que se comprometeu a repassar ao governo para o abastecimento interno.
A região é a maior produtora do país. Ela foi responsável pela produção de 12,5 bilhões dos 13,7 bilhões de litros produzidos na última safra. Mas, segundo Carvalho, 20% dos usineiros, responsáveis pela produção dos 150 milhões de litros restantes, se recusam a assinar os contratos de fornecimento.
Carvalho disse que o tempo para adesão está esgotando. Segundo ele, na segunda-feira termina o prazo para o setor entregar ao governo a lista dos usineiros que assinaram os contratos e o volume de produção de cada um. Os que não assinaram, de acordo com ele, terão seus nomes incluídos numa lista e serão punidos pelo próprio setor e pelo governo.
O diretor do Departamento de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ângelo Bressan, presente ao encontro, disse que a produção é suficiente para abastecer o mercado até final de abril ou começo de maio, mas espera que o setor cumpra o acordo feito com o governo e que a população não sofra com o desabastecimento.


