São Paulo- Ficou mais caro abastecer com álcool nos postos de todo o Brasil na última semana. O preço médio do álcool hidratado -comercializado diretamente na bomba - subiu 0,46% e passou de R$ 1,735 para R$ 1,743 entre 5 e 11 de fevereiro, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), com base na coleta de 10.804 postos de combustível. Já o preço da gasolina ficou praticamente estável na semana passada, com ligeiro avanço de apenas 0,08%. Em média, o litro passou de R$ 2,499 para R$ 2,501.
Os números indicam que a forte demanda por álcool no mercado interno e externo pode ter provocado ontem a quebra do acordo que os usineiros fecharam com o governo federal no final do ano passado. Na negociação, os usineiros se comprometeram a vender o álcool anidro (sem impostos) a no máximo R$ 1,05 o litro.
Em São Paulo, o consumidor também paga mais caro para encher o tanque. Em média, o litro do álcool passou de R$ 1,524 para R$ 1,528, enquanto o preço da gasolina caiu de R$ 2,378 para R$ 2,375. Por outro lado, no Rio de Janeiro, ficou mais barato abastecer tanto com álcool quanto gasolina. O litro médio do álcool caiu de R$ 1,879 para R$ 1,875. O litro de gasolina recuou de R$ 2,517 para R$ 2,508.
Nas distribuidoras, o litro do álcool hidratado ficou praticamente estável. Em média, passou de R$ 1,556 para R$ 1,555. Já o preço médio do litro de gasolina permaneceu em R$ 2,203.
Blitz - O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) iniciou, na semana passada, uma blitz nos postos de combustíveis de Londrina. A fiscalização é considerada rotineira pelo órgão e tem por objetivo detectar fraudes ou irregularidades praticadas pelo segmento. Segundo informações de um empresário do setor, que preferiu não se identificar, um estabelecimento localizado na Zona Leste teria sido autuado por vender menos combustível do que marcava a bomba.
De acordo com esse empresário, enquanto a bomba do posto marcava um litro, era comercializado apenas 700 ml. Ao todo, nove bombas estavariam aferidas erroneamente. ''De cada mil litros ele ganhava 70 e, com isso, jogava o preço dos combustíveis para baixo'', afirmou. Procurado pela reportagem, o Ipem confirmou a realização da blitz, mas disse que o resultado da ação só seria divulgado depois que o chefe do órgão Marcelo Trautwein retornasse das férias, somente no início da próxima semana. De acordo com o Ipem, a blitz deve prosseguir durante esta semana.(Colaborou Fernanda Mazzini)

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