Álcool fica mais caro na bomba
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terça-feira, 20 de novembro de 2007
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O álcool já começou a apresentar os primeiros reflexos de alta nas bombas em Curitiba. Na semana passada, parte dos postos vendia o litro do produto por R$ 1,39 e outros comercializavam por R$ 1,49. Nesta semana, o álcool pode ser encontrado por até R$ 1,59 na Capital. A previsão do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, é que ocorram novos aumentos para o álcool no Estado. ''Estamos tendo repasses diários (das distribuidoras)'', disse.
Segundo ele, só em novembro, o álcool hidratado subiu 27,6% no Brasil e o anidro (misturado à gasolina) 26,34%. O sindicalista lembrou que a próxima safra de cana-de-açúcar começa só em abril do próximo ano. Fregonese destacou que hoje há seis milhões de veículos no Brasil entre flex e movidos a álcool. A produção deste ano foi de 21,3 bilhões de litros, a estimativa de consumo interno é de 17 bilhões de litros e foram exportados 3,1 bilhões de litros.
''O álcool estava barato porque o País produziu muito e não tinha local para estocagem. Hoje, com o final da safra, todo o álcool que existe está estocado. Agora, os usineiros vão valorizar o produto que não tinham onde colocar'', disse. Hoje, o álcool hidratado é vendido nas distribuidoras para os postos entre R$ 1,29 e R$ 1,32 no Paraná.
Segundo ele, os preços da gasolina estão represados e também devem subir. ''Vai chegar um momento que vai explodir o preço. Em Curitiba, vai demorar um pouco mais de tempo devido ao grande número de postos. Ainda é uma incógnita quanto o preço da gasolina vai aumentar'', disse. Segundo ele, as distribuidoras já reajustaram em R$ 0,12 o litro do produto desde o começo do mês até agora. Fregonese destacou ainda que está previsto um aumento do diesel para hoje, mas não soube informar qual seria o percentual de reajuste.
Falha - Uma falha técnica levou a Petrobras a antecipar uma parada de manutenção prevista para começar no fim do mês na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A refinaria interrompeu a produção diária de 32 milhões de litros de combustíveis no dia 13 de novembro. Segundo Fregonese, a parada afetou o abastecimento que ainda não está regularizado. Ele disse que algumas distribuidoras estão trazendo combustível de Paulínea (SP).
A parada da Repar programada para o fim de novembro seria a primeira do ano e deveria durar três semanas, quando o abastecimento seria feito por outras refinarias do País. O funcionamento da refinaria voltou ao normal no último sábado.


