Álcool cai nas usinas mas não reflete nas bombas
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de março de 2009
Eli Araujo<BR> Reportagem local 
O preço do litro do álcool nos postos de Londrina custa o dobro do que nas usinas. Enquanto na indústria os valores estão em queda livre, ficando entre R$ 0,76 a R$ 0,80 o litro, o combustível nas bombas varia entre R$ 1,50 a R$ 1,59.
O presidente da Associação de Produtores de Bionergia do Estado do Paraná, Anísio Tormena, diz que o preço do álcool vem caindo sistematicamente nos últimos dias porque houve aumento da oferta do produto com o início da colheita da cana-de-açúcar.
Segundo ele, para compensar o custo de produção, o preço atual do álcool deveria sair das usinaAs em torno de R$ 0,85 o litro. Os custos de produção permanecem altos, e a redução gradativa de preços que vem acontecendo deixa os empresários do setor descapitalizados.
Tormena afirma que a situação poderia ser ainda pior se houvesse estoque regulador de álcool no Paraná. Ele afirma que 17 usinas do estado estão operando normalmente e outras três devem entrar em operação nos próximos dias.
O responsável por um posto de combustível em Londrina, que prefere não se identificar, diz que a redução de preços não acontece na cidade porque os donos de postos têm trauma de mexer na bomba. Segundo ele, o preço de repasse de algumas distribuidoras caiu de R$ 1,17 o litro para R$ 0,97. Ainda segundo ele, levando em conta a proporção da mistura do álcool à gasolina, o preço do litro da gasolina também deveria ser reduzido em pelo menos R$ 0,04. O preço do litro da gasolina na cidade está em torno de R$ 2,50.
Apesar do preço em Londrina, o uso do álcool continua vantajoso no tanque dos carros flex, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo levantados pela Agência Estado. De acordo com a pesquisa, o Paraná aparece em terceiro lugar, entre os estados em que diferença sobre a gasolina é mais vantajosa, com 60,16%.


