O pre­ço do li­tro do ál­cool nos pos­tos de Lon­dri­na cus­ta o do­bro do que nas usi­nas. En­quan­to na in­dús­tria os va­lo­res es­tão em que­da li­vre, fi­can­do en­tre R$ 0,76 a R$ 0,80 o li­tro, o com­bus­tí­vel nas bom­bas va­ria en­tre R$ 1,50 a R$ 1,59.
  O pre­si­den­te da As­so­cia­ção de Pro­du­to­res de Bio­ner­gia do Es­ta­do do Pa­ra­ná, Aní­sio Tor­me­na, diz que o pre­ço do ál­cool vem cain­do sis­te­ma­ti­ca­men­te nos úl­ti­mos ­dias por­que hou­ve au­men­to da ofer­ta do pro­du­to com o iní­cio da co­lhei­ta da ca­na-de-açú­car.
  Se­gun­do ele, pa­ra com­pen­sar o cus­to de pro­du­ção, o pre­ço ­atual do ál­cool de­ve­ria ­sair das usi­naAs em tor­no de R$ 0,85 o li­tro. ‘‘Os cus­tos de pro­du­ção per­ma­ne­cem al­tos, e a re­du­ção gra­da­ti­va de pre­ços que vem acon­te­cen­do dei­xa os em­pre­sá­rios do se­tor ­descapitalizados’’.
  Tor­me­na afir­ma que a si­tua­ção po­de­ria ser ain­da ­pior se hou­ves­se es­to­que re­gu­la­dor de ál­cool no Pa­ra­ná. Ele afir­ma que 17 usi­nas do es­ta­do es­tão ope­ran­do nor­mal­men­te e ou­tras ­três de­vem en­trar em ope­ra­ção nos pró­xi­mos ­dias.
  O res­pon­sá­vel por um pos­to de com­bus­tí­vel em Lon­dri­na, que pre­fe­re não se iden­ti­fi­car, diz que a re­du­ção de pre­ços não acon­te­ce na ci­da­de ‘‘por­que os do­nos de pos­tos têm trau­ma de me­xer na ­bomba’’. Se­gun­do ele, o pre­ço de re­pas­se de al­gu­mas dis­tri­bui­do­ras ­caiu de R$ 1,17 o li­tro pa­ra R$ 0,97. Ain­da se­gun­do ele, le­van­do em con­ta a pro­por­ção da mis­tu­ra do ál­cool à ga­so­li­na, o pre­ço do li­tro da ga­so­li­na tam­bém de­ve­ria ser re­du­zi­do em pe­lo me­nos R$ 0,04. O pre­ço do li­tro da ga­so­li­na na ci­da­de es­tá em tor­no de R$ 2,50.
  Ape­sar do pre­ço em Lon­dri­na, o uso do ál­cool con­ti­nua van­ta­jo­so no tan­que dos car­ros ­flex, se­gun­do da­dos da Agên­cia Na­cio­nal do Pe­tró­leo le­van­ta­dos pe­la Agên­cia Es­ta­do. De acor­do com a pes­qui­sa, o Pa­ra­ná apa­re­ce em ter­cei­ro lu­gar, en­tre os es­ta­dos em que di­fe­ren­ça so­bre a ga­so­li­na é ­mais van­ta­jo­sa, com 60,16%.

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