Curitiba - O preço do álcool hidratado, usado como combustível, subiu R$ 0,05 na usina e não R$ 0,15 como informou o presidente do
Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, na última quinta-feira. O produto que era vendido por R$ 0,58 na semana de 22 a 26 de outubro passou para R$ 0,63 na semana de 28 de outubro a 1º de novembro. O álcool anidro, que é misturado à gasolina também subiu R$ 0,05 e passou de R$ 0,66 para R$ 0,71 no mesmo período. Os dados são da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq da USP).
Na quinta-feira Fregonese alertou que o preço do álcool para donos de postos nas distribuidoras tinha subido R$ 0,15 desde o último dia 2. Por conta disso, ele acredita que os preços do álcool e da gasolina subam para o consumidor final nos próximos dias.
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a Presidência da República em 2003 pediu aos usineiros que não vendessem o álcool acima de R$ 1,00. No começo de 2007, o produto era vendido na usina por R$ 0,91 e depois teve várias reduções. No período de 22 a 24 de agosto o produto era vendido a R$ 0,56 na usina.
A safra na região Centro-Sul do País vai de 1º de maio a 30 de abril do ano seguinte. O período de moagem começa em março e termina no começo de dezembro. De acordo com informações de Associação Paranaense de Produtores de Açúcar e Álcool (Alcopar) as usinas já estão no final da produção.
A previsão é moer 39 milhões de toneladas de cana no Paraná, 415 milhões na região Centro-Sul do País e mais 64 milhões no Norte e Nordeste. Segundo a Alcopar, a superssafra esperada no início do ano não aconteceu por falta de chuvas e porque não foi moída toda a cana. A associação esclareceu que, quando começa a chover é difícil trazer a cana do campo porque isso encarece a produção.

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