Os consumidores que abastecem seus carros com álcool foram surpreendidos esta semana com uma redução do preço do produto em torno de 10% a 15% na bomba em boa parte dos postos de combustíveis de Londrina. Em vários deles, o álcool está sendo vendido a menos de R$ 1,20 o litro, sendo que o menor preço foi registrado na quarta feira, R$ 1,08. Em outros postos, o litro do álcool ficou na casa de R$ 1,30, e o preço mais alto praticado na semana foi R$ 1,49 o litro.
A redução de preços pegou não apenas os consumidores de surpresa, mas também o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná, Roberto Fregonese. Ele estranhou que o postos de Londrina estejam com os preços do litro do álcool tão baixos. ''Nessa área ninguém faz milagre e nenhum dono de posto tem vocação para Madre Teresa de Calcutá'', disse em referência à madre que se tornou um ícone da caridade em todo o planeta.
Fregonese fez questão de mostrar um ''raciocínio lógico'' para a fixação de preços. Segundo ele, o litro do álcool custa atualmente R$ 0,78 na usina. Considerando os impostos e o custo de distribuição, o mesmo litro chega a R$ 1,18 ou R$ 1,19 nos postos de combustíveis. ''Qualquer coisa fora disso é duvidosa. Abaixo de R$ 1,18 só pode ser fraude; ninguém trabalha de graça''. Entre as possíveis fraudes, ele cita que o produto pode ter origem ilegal, isto é, ser adulterado, ou haver sonegação de impostos. Segundo ele, este tipo de irregularidade é possível acontecer em cidades onde há falta de fiscalização.
O dirigente faz questão de esclarecer que cada posto tem sua planilha de preços e, por isso, é normal que haja uma pequena diferença de preço de um estabelecimento para outro. Fregonese explica ainda que os postos devem colocar uma margem de 20% sobre o preço que recebem da distribuidora para manter seus custos e a margem de lucro. Ou seja, se o litro custa R$ 1,18 ou R$ 1,19 na distribuidora, o certo é que o posto deve vender o litro de álcool ao consumidor final por R$ 1,41, pelo menos.

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