O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Stefan Bogdan Salej, acredita que as empresas brasileiras vão precisar investir US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos para atingir 50% da produtividade e competitividade médias das empresas norte-americanas.
‘‘Se excluirmos alguns setores agrícolas e a siderurgia, teremos de investir este volume de recursos em tecnologia, escala de produção, processos e novos produtos para o mercado norte-americano’’, disse Salej, durante a abertura do Seminário Alca Pós-Quebec. Isso, acrescentou o executivo, ‘‘sem falar na necessidade de formação de poupança interna e desenvolvimento do mercado de capitais como fonte principal desses recursos’’.
Para Salej a proteção das empresas desaparecerá na medida em que elas se tornem mais produtivas, sempre diante da perspectiva de integração comercial prevista com a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). ‘‘Não podemos esquecer que mais de 60% da produção industrial brasileira é gerada por empresas de capital estrangeiro,’’ afirmou o presidente da Fiemg, que lembrou que essas empresas não participam dos 50% da economia informal que existe no País.
Salej disse também que, além da negociação sobre acesso aos mercados, agricultura e barreiras não-tarifárias, será importante para o Brasil no âmbito da Alca os debates sobre transferência de tecnologia, privatizações, nova economia, mercado de capitais, serviços financeiros, biodiversidade e patentes.
‘‘Sem investimentos em logística e infra-estrutura energética, sem a continuidade de investimentos em telecomunicações e saneamento básico, não há como as empresas se tornarem competitivas’’, afirmou Salej.

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