São Paulo As economias da América Latina e do Caribe poderão crescer entre 1,5% e 2% neste ano após ter registrado um recuo de 0,5% em 2002, segundo estimativas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Esse percentual de recuperação, no entanto, só será possível se as tensões internacionais provocadas pela guerra no Iraque e seus impactos na economia mundial não aumentarem nas próximas semanas.
O presidente do BID, Enrique Iglesias, durante seu discurso de encerramento do encontro anual da instituição, que aconteceu esta semana em Milão, na Itália, disse que a América Latina pode se sentir ''cautelosamente otimista'' sobre a sua recuperação econômica neste ano.
''A mensagem principal deste encontro é que as coisas estão começando a andar para a frente. Há uma mensagem de otimismo cauteloso sobre o futuro das regiões desde que as condições internacionais não anulem esse cenário favorável'', afirmou Iglesias.
O presidente do BID disse ainda que muitos dos países da América Latina, como forma de se proteger das turbulências externas, têm adotado uma combinação de prudência macroeconômica e esforços para reduzir os impactos sociais da crise.
Os exemplos positivos citados por Iglesias são o Brasil e a Argentina, país que, segundo ele, tem conseguido reverter a situação de recessão vivida por quase quatro anos e que agora começa a dar sinais de que tem um ''gerenciamento macroeconômico sólido''.

mockup