O efeito das medidas do Banco Central não chega nem perto do verificado quando as poupanças foram confiscadas, há 12 anos, mas a comparação é quase fatal. ‘‘Quando minha poupança foi confiscada, tive de vender meu carro para não perder o sinal que tinha dado para comprar um apartamento. Hoje, perdi um dinheiro que precisava usar no dia-a-dia’’, conta uma aposentada da Caixa, que pediu para não ter o nome divulgado. ‘‘Para o Malan, os R$ 350 que perdi são mixaria, mas, para mim, esse dinheiro vai fazer uma diferença enorme.’’
A aposentada havia investido o que ganhou da Justiça em uma causa contra a Funcef, e ficou tão revoltada diante da hipótese de perder parte da quantia que procurou imediatamente o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). ‘‘A poupança não estava rendendo nada, então meu gerente sugeriu aplicar em renda fixa. Achei que era a mesma coisa’’, diz.
A assessoria de imprensa do Idec informa que as reclamações estão sendo registradas, embora os advogados da entidade ainda estejam estudando a possibilidade de caracterizar a venda de produtos financeiros como uma relação de consumo. O objetivo seria obrigar os bancos a ressarcir eventuais prejuízos sofridos por seus clientes.

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