A desvalorização do real abriu uma perspectiva para os pequenos empresários que conseguiram ganhar competitividade em suas linhas de produção para explorar o mercado externo. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), José Carlos Gomes de Carvalho.
‘‘A mudança cambial garante a competividade de preços que nossos produtos não tinham antes’’, afirma Carvalho. Segundo ele, cabe ao setor produtivo, neste momento de grandes turbulências, apostar na criatividade. Para o empresário, a saída é encontrar alternativas de produção e de mercado adequadas à nova realidade brasileira e mundial. ‘‘Com o dólar mais valorizado e com a promessa de redução gradual dos juros, esta é a hora de passar a exportar’’, afirma o presidente da Federação.
No Brasil, informa ele, apenas 3% do total das exportações são feitas pelas pequenas empresas, contra 40% nos países europeus, por exemplo.Carvalho participou anteontem, em Brasília, da posse do novo diretor-executivo do Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Sérgio Moreira, e discutiu a possibilidade de liberação de linhas especiais para financiar pequenos empresários. A sugestão do presidente da FIEP é utilizar os recursos da Agência de Promoção às Exportações (APEX) nos financiamentos das microempresas, reforçando a pauta de vendas externas dos pequenos empreendimentos.

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