‘‘Viver somente com o que se arrecada’’. Este será o slogan informal do Estado argentino, depois da implementação do novo ajuste fiscal, que poderia ser anunciado ontem à noite pelo ministro da Economia, Domingo Cavallo. O ‘‘ajustaço’’, como estava sendo denominado, era extra-oficialmente avaliado entre US$ 3 bilhões e US$ 4,5 bilhões.
O ajuste, o sétimo do governo do presidente Fernando de la Rúa, pretende ser o elemento do apaziguamento dos mercados, desconfiados da Argentina desde o ano passado. Por esse motivo, o ajuste teria dimensões muito maiores dos que as que estavam sendo especuladas nos últimos dias, que o colocavam entre US$ 1,6 bilhão e US$ 2 bilhões.
Além disso, haveria uma cláusula pela qual a União e as províncias se comprometem a estabelecer mecanismos que garantam um déficit fiscal de 0%. A ordem do ministro Cavallo é ‘‘a partir de agosto somente gastar o que se arrecada’’. (AE)

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