Um acordo, fechado na noite de quinta-feira entre o governo e legisladores dos EUA, prevê a concessão de US$ 5 bilhões em dinheiro às empresas aéreas do país e mais US$ 10 bilhões em garantias de empréstimos (elas queriam US$ 24 bilhões).
A liberação do dinheiro, entretanto, dependia de aprovação no plenário das duas casas do Congresso. A votação do acordo foi marcada para a noite de ontem e não há ainda informações sobre o assunto.
O objetivo do pacote de emergência é oferecer recursos às empresas para que elas possam enfrentar os efeitos negativos causados pelos atentados terroristas da semana passada nos EUA.
Executivos da indústria aérea passaram a maior parte da semana em Washington, no Congresso e na Casa Branca para fazer pressão pela ajuda.
Segundo eles, caso algum tipo de socorro financeiro não fosse aprovado, muitas empresas poderiam quebrar por causa da diminuição no número de passageiros depois dos ataques em Nova York e em Washington.
De acordo com o deputado Roy Blunt, o programa de ajuda dará ao governo autoridade para conceder os US$ 5 bilhões em dinheiro às empresas em um prazo de até nove meses.
Outra medida será convocar uma reunião onde serão determinados os critérios que as empresas terão de cumprir para se qualificar às garantias do empréstimo de US$ 10 bilhões. Dessa reunião deverão participar o presidente do Federal Reserve (o BC americano) e os secretários dos Transportes e do Tesouro.
O número de demissões no setor aéreo americano superou a marca dos 100 mil ontem, com a Northwest Airlines, a quarta maior dos país, anunciando o corte de 10 mil funcionários. As companhias aéreas vêm enfrentado os problemas gerados pelos ataques do dia 11 demitindo e diminuindo o número de vôos.

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