Brasília - O governo vai ampliar a medida que abriu a possibilidade de pecuaristas prejudicados pela seca e pela escassez de milho de adquirirem parte dos estoques públicos do produto para usar como ração animal. A mudança sairá nos próximos dias em uma portaria interministerial. O anúncio foi feito pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha.
O limite de aquisição pela venda balcão (fora de pregão), que era de até 6.000 toneladas por produtor na primeira portaria publicada no ''Diário Oficial da União'' no dia 3 de março, será ampliada para 27 mil toneladas.
Rocha explicou que o limite dependerá do número de animais que o pecuarista tem na propriedade. Além disso, os produtores do Paraná também passaram a ter direito à compra do milho subsidiado, no valor de R$ 21 a saca de 60 quilos.
A primeira medida abrangia apenas os estados do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro e das regiões Norte e Nordeste, além do norte de Minas Gerais.
O secretário informou ainda que, na próxima semana, fará reunião com representantes da cadeia produtiva do milho para discutir questões de logística do produto no país. A intenção é definir um projeto estratégico que resolva, nas próximas safras, a questão do custo de transporte do milho de uma região para outra.

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