Ainda é pouco, mas melhora oferta de emprego na indústria
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 16 de março de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O emprego na indústria brasileira teve um aumento discreto de 0,2% em janeiro se comparado ao mês de dezembro de 2003. No entanto, houve queda de -1,7% na comparação entre janeiro deste ano e janeiro do ano passado. Nos últimos 12 meses, o número de vagas na indústria brasileira caiu -0,7%. Os dados fazem parte da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Já a folha de pagamento teve recuperação real de 7,7% na comparação com janeiro de 2003.
Onze dos 14 locais pesquisados apresentaram queda no emprego industrial. Tiveram alta apenas Minas Gerais (2%), as regiões Norte e Centro-Oeste (1,4%) e o Paraná (0,4%). O setor da indústria paranaense que teve o melhor resultado positivo no emprego foi o de bebidas e alimentos, 9,9%. O Rio Grande do Sul teve redução de vagas na comparação com o ano anterior de -5,8%, sendo impulsionado pelo setor de couros e calçados (-10,8%).
Setorialmente, ainda na comparação entre o mês de janeiro nos anos de 2003 e 2004, houve queda no emprego em 11 dos 18 setores analisados. A maior pressão negativa vem do ramo de vestuário (-13,9%), seguido de papel e gráfica (-7,7%), têxtil (-5,8%) e minerais não-metálicos (-5,3%). No indicador que demonstra crescimento no valor real da folha de pagamento, percebe-se que dois fatores contribuíram para o aumento: um deles foi o pagamento em janeiro de benefícios tradicionalmente concedidos em dezembro; o outro foi a inflação mais baixa em janeiro de 2004 que em janeiro de 2003.
Os setores que mais tiveram alta na folha de pagamento no País foram máquinas e equipamentos (22,6%), alimentos e bebidas (8,6%). Na análise por regiões, todos os locais apresentam expansão da folha real. As maiores altas positivas foram Paraná (9,8%), Santa Catarina (9,6%), Minas Gerais (8,1%) e São Paulo (7,6%). No indicador acumulado nos últimos 12 meses, houve queda na folha de pagamento real (-3,1%).
O total de horas pagas ficou estável em relação ao mês de janeiro do ano passado. Já na comparação com igual mês do ano anterior, houve uma retração de 1,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve queda de 1%. As reduções mais expressivas no pagamento de horas pagas no Brasil foram as de vestuário (-12,4%), têxtil (-7,8%) e papel e gráfica (-6,6%). Já as maiores contribuições positivas vieram de metalurgia básica (9,6%), alimentos e bebidas (1,8%).


