AHP e Warner Lambert se fundem
David Pilling
William Lewis
De Nova York
A American Home Products e a Warner-Lambert confirmaram ontem a fusão que criará uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo. A nova empresa, que deverá se chamar American Warner, reunirá um capital da ordem de US$ 140 bilhões e será a segunda maior companhia farmacêutica do mundo em termos de faturamento, atrás da Merck, que vendeu US$ 15,3 bilhões em 1998.
Desde 1998, a American Home Products vem tentando, sem sucesso, realizar fusões. Primeiro com a SmithKline Beecham, do Reino Unido, e depois com a Monsanto, norte-americana. Nesse último caso, diferenças pessoais e de cultura corporativa contribuíram para o fracasso das negociações.
A American Home Products (AHP), quinta maior farmacêutica do mundo, comprou a Warner-Lambert, a número nove, por cerca de US$ 70 bilhões.
A AHP e a Warner-Lambert realizam a maior parte das suas vendas nos Estados Unidos e ambas têm sede perto de Nova York. Os analistas acreditam que a fusão crie, em sinergia, pelo menos US$ 1 bilhão. As equipes de vendas combinadas das duas empresas terão peso maior diante das cadeias de varejo.
As negociações pareciam indicar que John Stafford, presidente da American Home Products, seria o chairman da empresa combinada, enquanto Lodewijk de Vink, presidente da Warner-Lambert, seria o executivo-chefe.
No caso dos produtos farmacêuticos, o novo grupo dominará o mercado da saúde feminina, em larga medida por meio do Premarin, uma terapia de substituição do estrógeno. A nova empresa também será no mercado de remédios cardiovasculares.
(Depois de anunciada a fusão, a Pfizer, uma das grandes do setor, anunciou que estaria disposta a pagar US$ 82 bilhões pela Warner-Lambert.)





