Está declarada guerra entre as
empresas de água mineral e as fábricas que começaram a colocar no mercado nacional a água mineralizada, um novo produto feito com a adição de sais minerais. Elas detêm apenas 2% das vendas de água mineral em garrafa, que totaliza 40% da comercialização do produto no País. Mas mesmo com o pequeno percentual, ações judiciais e administrativas têm sido ajuizadas contra as empresas e o Ministério da Saúde para tentar impedir que elas ganhem mercado.
A polêmica da venda de água mineralizada é um dos principais temas discutidos no 7º Congresso Brasileiro da Indústria das Águas Minerais, que acontece até esta sexta-feira, em Curitiba. Além de debater o tema durante as palestras, este é um dos assuntos preferidos nos corredores do Centro de Convenções, local do evento. ‘‘Querem tomar de assalto o mercado nacional com um marketing enganoso, que leva o consumidor a acreditar que está consumindo uma água com mais qualidade’’, diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria Nacional de Água Mineral (Abinam), Carlos Alberto Lancia.
No País estão sendo vendidas as marcas Fonte, produzida pela Brahma, e a Bonáqua, feita pela Coca-Cola e comercializada apenas em Brasília. No caso da marca Fonte, a empresa Ouro Fino e a Abinam entraram com ações judiciais sob alegação de que o nome do produto induz o consumidor a acreditar que está bebendo uma água de fonte natural. ‘‘Ao olhar o produto na prateleira do supermercado, as pessoas acham que vão beber água mineral’’, diz o dono da empresa Ouro Fino, Augusto Mocelin.
O presidente da Abinam é claro ao dizer que as empresas de água mineral não permitirão a concorrência desleal. ‘‘Não aceitamos que tomem o mercado de assalto, praticando preços menores’’. Lancia se referiu ao preço cobrado por algumas empresas de água mineral, que começaram a vender garrafas de 1,5 litro a R$ 0,29, enquanto a média do mercado é de R$ 0,55.

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