Água e luz, é importante economizar
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sexta-feira, 31 de março de 2006
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
A economia de água significa qualidade de vida prolongada em qualquer lugar. É com ela que cozinhamos os alimentos, matamos a sede, fazemos a higiene pessoal e, no Brasil, geramos a energia elétrica que abastece residências, comércio, indústria, escolas, ruas, órgãos públicos, entre outros.
De acordo com Sérgio Bahls, gerente geral da Sanepar na região metropolitana de Londrina, cada cidadão desta área consome, em média, 120 litros de água/dia enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o gasto individual máximo de 80 litros/dia para alimentação e higiene pessoal. ''Além da alta temperatura e solo roxo, falta a consciência do uso racional que beneficiará, principalmente, as futuras gerações'', explicou. Ainda segundo Bahls, um nordestino não gasta mais que 15 litros de água/dia porque simplesmente os reservatórios não suportam a demanda.
Numa residência, a higiene pessoal responde por, aproximadamente, 60% do consumo mensal. O vaso sanitário fica com 20%, pia e chuveiro com 39%. Isto não significa que a economia de água implicará na falta de asseio. Pequenas mudanças podem colaborar muito como, por exemplo, reduzir o período embaixo do chuveiro, desligar a torneira enquanto escovamos os dentes e regular a descarga (três voltas na borboleta do equipamento diminuiria o gasto em 30%).
Na limpeza da casa, é possível otimizar o uso da água ao usar a vassoura antes de lavar a calçada, aproveitar a sobra do enxague de roupas e fechar a torneira enquanto ensaboa-se os utensílios de cozinha. ''Londrina não corre o risco de racionamento, mas cidades vizinhas como Rolândia e Jandaia do Sul sofreram muito com a estiagem do ano passado, a ponto de receberem água de outros municípios'', lembrou Bahls.
Energia - O uso racional também é difundido pelas fornecedoras de energia elétrica em todo Brasil. A dependência do regime pluviométrico, o aumento anual da demanda, a dificuldade financeira para ampliação da capacidade instalada e o tempo necessário para construir uma hidrelétrica levarão o País ao racionamento em, no máximo, dois anos. ''A iniciativa privada prefere riscos maiores que rendem mais a investir numa geradora de energia elétrica que levará quatro a cinco anos para entrar em atividade e mais 20 para começar a lucrar'', disse José Roberto Lopes, engenheiro eletricista da Copel e responsável por grandes clientes.
Uma solução definitiva seria a substituição ou união de várias fontes energéticas como, por exemplo, eólica (ventos), gás (termelétricas), carvão e solar (sol). ''Caso contrário, em breve, a sociedade será obrigada a escolher entre o conforto da energia elétrica, que produz luz, calor e refrigeração, e a preservação da Natureza'', opinou Lopes. O aumento da capacidade instalada exigirá em contrapartida o alagamento de reservas ecológicas e áreas produtivas, o retirada de animais do seu habitat natural, o empobrecimento de agricultores e a extinção de aldeias indígenas.
Enquanto discute-se o assunto, a economia é sugerida com o uso de equipamentos eficientes (de preferência com o selo do Programa de Conservação de Energia Elétrica Procel), evitar o desperdício em lâmpadas, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, banhos rápidos e acompanhamento mensal do consumo.
Serviço
- Mais informações e esclarecimentos poderão ser obtidos nos sites www.copel.com e www.sanepar.com.br ou pelo telefone 115


