São Paulo A Advocacia Geral da União (AGU) protocolou, ontem à tarde, no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1 Região (Brasília) um agravo de instrumento contra a liminar concedida, na semana passada, pela 14º Vara da Justiça Federal de Brasília que suspendeu a venda das ações do Banco do Brasil (BB), cujo prazo final para adesão estava previsto para o dia 29.
A liminar foi concedida pelo juiz Jamil Rosa de Jesus atendendo pedido cautelar da União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil (Unamibb). Segundo o advogado da Unamibb, Luiz Vicente de Vargas Pinto, o argumento utilizado para pedir a suspensão do processo de venda foi a ''proteção'' de uma outra ação movida pela entidade em 1998.
Vargas Pinto alega que os minoritários tinham 49% do capital do BB até 1995, mas devido aos prejuízos registrados em 1995 e 1996, a participação caiu para 6%. ''Como queremos sanear o banco e restaurar a posição dos acionistas minoritários no capital do BB, a venda das ações poderia prejudicar o processo que está tramitando na Justiça.''
Atualmente, o BB tem 7,2% de seu capital pulverizado no mercado, só em ações ordinárias. Chegará a 25% com a oferta, com o objetivo de aderir ao Novo Mercado da Bovespa, que exige esse percentual mínimo.

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