BRASÍLIA - A Advocacia-Geral da União (AGU) mantém de prontidão sua equipe de cerca de 400 advogados, pois espera uma enxurrada de ações judiciais, nos próximos dias, na tentativa de anular o leilão da Vale do Rio Doce, informou ontem a Assessoria de Imprensa da AGU. Segundo a assessoria, a AGU já pediu ao Tribunal Regional Federal (TRF) no Rio de Janeiro a cassação da liminar concedida pela juíza titular da 9ª Vara Federal no Rio, Valéria Medeiros de Albuquerque, que mandou sustar a transferência das ações da Vale ao grupo vencedor do leilão de anteontem, o Consórcio Brasil, liderado pela CSN.
Um balanço feito ontem no final da tarde pela Advocacia-Geral da União relacionou 139 ações ajuizadas na tentativa de sustar o leilão da Companhia Vale do Rio Doce, entre o dia 28, véspera da data inicialmente marcada para a venda do controle acionário da empresa, e anteontem, quando a estatal foi efetivamente vendida. Nesse total, estão incluídas quatro ações diretas de inconstitucionalidade, seis mandados de segurança e duas ações civis públicas. Nas ações, foram concedidas 27 liminares, faltando derrubar apenas uma, segundo a AGU, a da titular da 19ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro, Valéria Medeiros de Albuquerque.

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