Maringá - O presidente da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), Cristiano Walter Simon, disse ontem que o roubo de cargas de defensivos agrícolas, a falsificação e o contrabando de produtos são os principais problemas do setor fitossanitário no Paraná. Simon participou em Maringá de um encontro de treinamento do pessoal da indústria e distribuição de agrotóxicos.
Segundo o presidente da Andef, o problema do roubo, contrabando e falsificação é que os produtos caem na mão de agricultores sem assistência técnica adequada, colocando em risco o meio-ambiente e a própria lavoura. Além disso, as embalagens de produtos sem origem não podem ser armazenadas nas unidades oferecidas pelo governo - como obriga a lei de reciclagem de agrotóxicos.
Pela lei, o produtor rural adquire o produto e recebe na nota fiscal um carimbo com o endereço do local para onde as embalagens devem ser encaminhadas depois da utilização do agrotóxico. No Paraná são 14 unidades de recebimento, além de postos das revendas de produtos. ‘‘O roubo de cargas é constante porque oferece liquidez imediata na venda do produto’’, disse Simon.

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