De acordo com o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o setor silvipastoril pode ser uma solução para recuperar áreas de pasto que estão em processo de degradação. Esse sistema, que ainda está em processo de implantação no Brasil, poderá ajudar a melhorar o potencial da pecuária do Estado que, segundo Ortigara, registra baixo rendimento em termos de produção. ''Temos 5 milhões de hectares de áreas de pasto espalhadas pelo Paraná. Cerca de 50% dessas áreas têm baixos rendimentos'', completou.
O secretário sublinhou que a média da produtividade da pecuária paranaense é de 130 quilos por hectare/ano. ''Com a integração e, com o investimento no setor produtivo, focado principalmente na suplementação dos animais, podemos superar os 200 kg/ha/ano'', assegurou.
O assunto foi tema do XXIII Fórum ''Integração Lavoura, Pecuária e Floresta'' promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), em parceria com a cooperativa Cocamar, realizado ontem na Expoingá, em Maringá.
Ortigara sublinhou que o Paraná quer investir e fomentar cada vez mais o sistema de integração de culturas. Porém, o Estado ainda enfrenta o grande desafio de conseguir aumentar seu corpo de técnicos para levar a tecnologia para os produtores. ''Estamos trabalhando em conjunto com o Senar e a Emater para ampliar o número de profissionais no setor, mas ainda não é o suficiente'', admitiu o secretário.
O presidente da Abag, Luiz Carvalho, afirmou durante o evento que a escolha do Paraná para debater o assunto se deu exatamente por essas características. Carvalho acrescentou que a integração lavoura, pecuária e floresta garante além da preservação do solo, o aumento da fertilidade devido à retenção da matéria orgânica. O presidente da entidade explicou que a realização do evento é exatamente para mostrar aos produtores o potencial de integrar os três segmentos agropecuários.
Região arenito
Luiz Lourenço, presidente da Cocamar, cooperativa parceira do evento, afirmou que na região do arenito paranaense, no Noroeste do Estado, existem mais de 2 milhões de hectares de áreas degradadas. Segundo ele, com a rotação de pasto com agricultura, pecuária e floresta, é possível recuperar essa região. ''Há mais de 13 anos a cooperativa, junto com o seu corpo técnico, tem fomentado o uso da integração junto aos seus cooperados.''

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