Agropecuária impulsiona alta do PIB paranaense
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba O setor agropecuário foi o herói da economia brasileira em 2001, ano em que as indústrias foram prejudicadas por causa do racionamento de energia. No Paraná, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,6%, impulsionado pela produção do campo. O total de riquezas produzidas no Estado somou R$ 72,7 bilhões. Considerando apenas o PIB agropecuário, o crescimento em 2001 em relação ao ano anterior foi de 25,6% no Paraná. As informações constam da pesquisa Contas Regionais divulgadas, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O PIB do Brasil cresceu apenas 1,3% em 2001. Os destaques ficaram com as regiões com produção especializada em grãos. Mato Grosso do Sul apresentou a maior expansão: 8,1%, seguido de Mato Grosso e Rondônia, com 6,7% e 6,5%, respectivamente. As regiões com grande desenvolvimento industrial não tiveram um desempenho muito bom: Rio de Janeiro e São Paulo tiveram alta de apenas 1,2%, por exemplo.
O Paraná participou com 6,70% no PIB do Brasil de 2001, que foi de R$ 1,19 trilhão. Desde 1985, o ranking das riquezas produzidas não tem alteração, com o Paraná ocupando sempre a quinta posição, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Como a Região Sul não foi influenciada pelo racionamento de energia elétrica em 2001, a indústria não ficou prejudicada como em outras regiões. No Paraná, o PIB da indústria da transformação cresceu 9,3% em 2001. Já a construção civil teve queda de 4%.
De acordo com o economista Alexsandro Agostini Barbosa, da Global Invest, 2003 deve apresentar resultados semelhantes ao de 2001. ''De novo a agropecuária está se destacando, com safra recorde'', observou.
Em 2001, o IBGE calculou uma população paranaense de 9.688.969 pessoas. A renda de cada uma delas ficou em R$ 7.511,00. Esse valor corresponde ao sexto do Brasil, atrás de Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. ''O Paraná produz quase o dobro em valor do que Santa Catarina, mas esse estado tem quase a metade da população. Em relação ao Rio Grande do Sul há produção de maior valor agregado e também a liderança na produção de arroz, alimento básico do brasileiro'', disse Barbosa.
A renda per capita brasileira foi de R$ 6.954. Em relação a países desenvolvidos e até mesmo aos vizinhos da América Latina é um valor muito baixo, segundo Barbosa. De acordo com dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a renda per capita brasileira em 2001 ficou em US$ 3 mil, enquanto os argentinos ganharam US$ 7 mil; os chilenos, US$ 4,3 mil e os norte-americanos, US$ 35 mil.


