Brasília - Como já ocorreu neste ano, a agropecuária deverá continuar sendo a principal alavanca do crescimento em 2004. Segundo as estimativas do BC, o produto agropecuário deverá crescer 5,2%, o industrial, 4,8% e o do setor de serviços subirá 2,1%. O BC estima que o crescimento será sustentado principalmente pela demanda interna, estimulada pela política monetária mais flexível, pela melhora das expectativas dos agentes econômicos e pela recuperação gradual dos rendimentos reais.
Bevilácqua observou, porém, que o nível de investimento no País será a chave para que o Brasil possa crescer em 2004 sem pressões inflacionárias. Segundo ele, há setores da economia com ociosidade, o que permitirá o aumento da produção sem pressão sobre os preços. Os últimos dados, diz o diretor, já apontam para uma retomada dos investimentos. Em outubro, por exemplo, a importação de bens de capital cresceu 48%.
Segundo o diretor do BC, o principal fator da expansão dos investimentos não será a taxa de juros, mas a perspectiva de estabilidade macroeconômica. ''O risco menor tende a ser o fator mais importante.'' Ele disse considerar pouco provável um aumento dos juros dos Estados Unidos que possa piorar as condições de liquidez internacional nos próximos trimestres, já que a economia norte-americana vem se recuperando sem pressões inflacionárias.

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