O Brasil tem que discutir logo a ‘‘agricultura de precisão’’, para sair do terreno conceitual e definir o que lhe interessa e deve ser disseminado para os seus agricultores. Na Argentina, o Sistema de Posicionamento Global (GPS) começou a ser adotado três anos atrás. O uso racional de modernas técnicas está diretamente relacionado com a eficiência e a competição global do mercado.
Esta é pelo menos uma das conclusões que se pode tirar do primeiro dia do seminário de atualização técnica ‘‘Fundamentos da Agricultura de Precisão’’, que se realiza na Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina (AEA/LD). A preocupação da classe agronômica com o avanço da técnica se expressa na palestra do professor Luiz A. Balartreire, da Esalq/USP, que falou na abertura do evento sobre ‘‘Oportunidades e Desafios da Agricultura de Precisão’’.
O coordenador do evento, engenheiro agrônomo Eduardo Alves da Silva, disse que a idéia da AEA/LD é colocar o tema em debate para elucidar e ver até que ponto este novo conjunto de conhecimentos interessa e deve ser aplicado ao Paraná. A entidade é um agente catalisador dos interesses da agricultura, instituições de pesquisas e sistema de difusão de técnicas e quer estimular o uso de técnicas adequadas.
Está claro para a categoria agronômica é que agricultura de precisão, enquanto estratégia de gestão da propriedade rural, requer a evolução também da mão-de-obra que vai operar as ferramentas e conhecimentos que fazem parte desse novo conceito.
Um dos pontos destacados nas palestras de ontem é que a agricultura de precisão reduz o impacto ambiental decorrente do uso de insumos. Esta será uma determinante de mercado. Na mesma linha de raciocínio, a técnica possibilita agregar valores à produção através de processos em que os insumos sejam controláveis sendo possível assegurar-se uma produção de alimentos livres de resíduos indesejáveis. Dependendo do acirramento da concorrência do mercado global, este será um diferencial muito importante.
O Sistema de Posicionamento Global (GPS) vem revolucionando a agricultura norte-americana nos últimos anos. No Brasil é conhecida como ‘‘Agricultura de Precisão’’ e pode mudar a forma de pensar no campo. Ela permite a aplicação de insumos de forma precisa (nos locais onde são necessários e nas quantidades ideais). Colheitadeiras equipadas com antenas e sensores eletrônicos são usadas para o diagnóstico da área. Hoje, às 16 horas, haverá demonstração.César AugustoO futuroEm grupo, agrônomos debatem avanço tecnológico proposto pelo GPS: novidadeOswaldo Petrin

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