Agrônomos apontam falta de crédito para produção
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sexta-feira, 30 de junho de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Profissionais de agronomia de todo o estado participaram em Cascavel do XIII Congresso Paranaense dos Engenheiros Agrônomos, iniciado quinta-feira e completado ontem, no Centro Cultural Gilberto Mayer, e organizado pelas associações regional e estadual do setor (Areac e Aeapr). Os participantes demonstraram preocupação com a insuficiência de recursos para o serviço que prestam, de assistência técnica, que reflete resultados diretamente na produção rural.
Uma das palestras de ontem foi do agrônomo Edison Mazei Ponti, presidente do Sindicato Rural de Londrina e ex-presidente das associações paranaense e brasileira de Empresas de Planejamento. Ele abordou o tema Perspectivas e Demandas para a Assistência Agronômica. Segundo Ponti, a assistência têm sido desestimulada ao longo do tempo, o que pode ser dimensionado pelo aporte de recursos do governo federal para o crédito rural, que na última década caiu de US$ 28 bilhões para US$ 5 bilhões.
Apesar desta situação, Ponti ressaltou a importância cada vez maior da atuação dos agrônomos, em tempos de grandes avanços na agricultura de precisão, com emprego da informática, e os produtos transgênicos. Cabe aos profissionais do setor fazer a seleção e combinação das novas tecnologias, comentou, acrescentando que isso requer permanente atualização de conhecimentos.
Ponti também comentou o plano de safras do governo, do qual participou com sugestões, como presidente da Comissão de Grãos da Federação da Agricultura do Paraná e representante do Paraná na Comissão de Grãos da CNA.
Segundo ele, o Ministério da Agricultura até tem boas intenções, mas não tem recursos, porque o dinheiro está com a Fazenda. Ele relata que uma das sugestões foi não estimular excessivamente a produção de milho, porque isso automaticamente reverteria em grande queda dos preços. Ocorre exatamente o contrário, e se todo mundo sair plantando milho, o preço vai para R$ 7,00 ou 8,00, com um custo de produção de R$ 10,00. O governo pode e deve estimular, mas tem que garantir mecanismos de sustentação do mercado, completou.


