A estiagem provocou perdas de 23% na colheita estadual de milho safrinha. Até agora as projeções indicam que o Paraná poderá colher cerca de 4,9 milhões de toneladas do grão, ante um potencial estimado em 6,4 milhões de toneladas. No entanto, técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, temem que os prejuízos possam ser ainda maiores uma vez que houve previsões de geadas na última semana em praticamente todas as regiões. Somando as duas safras de milho, o Paraná poderá colher 27% menos do que o registrado no ano passado – estimado em 11,23 milhões de toneladas – quando foi atingido recorde histórico de 15,41 milhões de toneladas.
  As informações foram divulgadas semana passada pelo Deral e aumentam as perdas em 14 pontos percentuais em apenas um mês. Em abril, a quebra na lavoura foi estimada em 9%. Este será o pior desempenho de uma produção paranaense registrada nas últimas três safras. Por enquanto, a produtividade tem variado de 3,3 mil a 3,5 mil quilos por hectare, ante um potencial estimado em 4,2 mil quilos por hectare. Desta forma, o custo variável (somente a quantia que o produtor desembolsou com o plantio) da safrinha foi calculado pelo Deral, em fevereiro, em R$ 12,42 a saca, considerando uma produtividade média de 4,2 mil quilos por hectare.


Também estão sendo projetadas perdas da 2a safra de feijão; a estimativa de quebra é de 18%. A colheita prevista inicialmente era de 447 mil toneladas


As culturas mais afetadas são as hortaliças e o café. A recomendação
é que seja feito o chegamento de terra junto ao tronco de café para evitar a ‘‘geada de canela’’; já as hortas devem ser cobertas


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