Agronegócio vai ter R$ 156,1 bi para o ciclo 2014/15
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segunda-feira, 19 de maio de 2014
Ricardo Maia<br>Reportagem Local 
Anunciado ontem pelo Ministério da Agricultura, o Plano Agrícola e Pecuário 2014/15 foi recebido com certa preocupação no Paraná devido ao aumento das taxas de juros em alguns programas de fomento, a exemplo do financiamento para custeio, que subiu de 5,5% para 6,5% ao ano (a.a). Segundo especialistas, esse incremento pode resultar em uma ligeira elevação nos custos de produção para aqueles que fazem financiamento por meio dos programas do governo federal.
Ao todo, o Plano Agrícola e Pecuário deverá disponibilizar para o ciclo 2014/15 R$ 156,1 bilhões em recursos, sendo R$ 112 bilhões para custeio e comercialização e R$ 44,1 bilhões para os programas de investimentos. O valor representa uma alta de 14,7% sobre os R$ 136 bilhões referentes ao plano anterior. Pedro Loyola, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), afirma que mesmo com o incremento nos recursos, a elevação dos juros é um fator preocupante.
O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) registrou um aumento na taxa de juros de 4,5% para 5,5% a.a e o de crédito voltado para investimentos para armazenagem e irrigação passaram de 3,5% para 4% a.a. Loyola observa que, com os juros mais altos e os preços das commodities mais baixos, a margem de lucro do produtor irá cair. "Além disso, temos que somar a elevação dos gastos com pedágios", observa o economista.
Loyola completa que não só o agronegócio sairá perdendo com a elevação das taxas de juros, mas toda a economia do País. Segundo o economista, o custo Brasil é muito alto, principalmente em relação ao transporte, "por isso precisamos ganhar competitividade nas políticas agrícolas", descreve o especialista. Ele completa que a elevação das taxas de juros poderá reduzir a competitividade do agronegócio brasileiro.
O Plano
O Programa Agrícola e Pecuário para a próxima safra vai do dia 30 de junho deste ano a 1º de julho de 2015. O Ministério da Agricultura anunciou que para o Pronamp serão disponibilizados R$ 16,7 bilhões para custeio, comercialização e investimento. Segundo informações do governo federal, o valor é 26,5% maior se comparado ao ciclo 2013/14.
Em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), os recursos foram mantidos em R$ 700 milhões. Segundo o Ministério, o volume é suficiente para cobrir em torno de 10 milhões de hectares, o que envolve cerca de 80 mil produtores. Neste ano ajustes serão feitos no zoneamento agroclimatológico de maneira a torná-lo o mais aderente possível à realidade dos cultivos agrícolas do País.
Uma das novidades deste ano no Plano Agrícola é a volta do Moderfrota, cujas taxas de juros para renovação de frota de máquinas e equipamentos agrícolas foram reduzidas de 5,5% para 4,5% ao ano. O Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra) também tem novidades, principalmente devido ao aumento dos limites de crédito individuais de R$ 1,3 milhão para R$ 2 milhões e coletivos de R$ 4 milhões para R$ 6 milhões em projetos de infraestrutura elétrica e para reserva de água. (Com Agências)



