O dirigente cooperativista, Roberto Rodrigues, ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), disse ontem, em Rolândia, que o mundo passou a viver uma nova ordem depois dos atentados contra os Estados Unidos. Dentro desse contexto, que sinaliza para a queda de barreiras, ele acredita que o agronegócio brasileiro terá uma oportunidade única de ampliar o seu potencial de exportação nos próximos três anos.

Rodrigues falou ontem na Corol para mais de 200 lideranças, durante Reunião de Núcleos Cooperativos das regiões Norte e Noroeste.

Ele comparou o processo da globalização como um Titanic que vinha navegando há anos, ignorando as questões sociais dos países pobres. ''A partir do terrível atentado nos EUA, os ocupantes do Titanic finalmente entenderam que houve um choque com um grande iceberg. Com isso, os dirigentes das nações poderosas certamente passam a enxergar o mundo de uma outra maneira. Eles começam a entender que a exclusão social é promotora de todo esse ódio que gera violência'', observou. Ao exemplificar a renda per capita do Japão, que é de 25 mil dólares, com os 200 dólares do Nepal, ele disse que essa convulsão dos mais pobres é um processo inevitável.

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