Agronegócio tem ano agitado
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Ana Paula Nascimento<Br>Reportagem Local 
O setor de agronegócios vive o tradicional recesso de fim de ano desde quarta-feria, sem prejuízo para o fechamento de contratos de compra e venda, que voltam a se intensificar na segunda quinzena de janeiro, quando também ocorre o início da colheita da safra de verão.
Nesse período de ''calmaria'' do mercado, as cooperativas do Paraná aproveitaram para dar férias coletivas e fazer balanço das atividades no decorrer de um ano ao mesmo tempo ativo e reticente, mas, no geral, bastante favorável à agricultura.
Para o assessor da Faep, Carlos Augusto Albuquerque, a desvalorização do real frente ao dólar - que impulsionou as exportações -, e os problemas relacionados à doença da vaca louca e a aftosa na Argentina e Europa, trouxeram à tona a polêmica sobre a composição das rações animais, ampliando o mercado de grãos.
''Temos vários motivos para comemorar, como a safra recorde de 98 milhões de t de grãos, e também o aumento da produção de cana-de-açúcar e de mandioca (apesar da crise de comercialização)'', afirmou. Albuquerque também destacou que a produção de grãos não-transgênico favoreceu a comercailização internacional de grãos. ''Os nosso maiores importadores são a Europa e o Japão, e eles não querem produtos não-transgênicos, e estão pagando até 5% a mais pelo nosso produto'', assegurou.
Esse quadro positivo é reforçado com o desempenho das cooperativas no Paraná, que fecharam o ano com um faturamento de R$ 7,8 bilhões R$ 1 bilhão a mais que no ano anterior e perspectiva de investimentos de R$ 450 milhões a partir do ano que vem, segundo dados da Ocepar. O presidente da entidade, João Koslovski, também informou ontem que no meio cooperativista houve crescimento de 80% dos ativos das cooperativas de crédito (que englobam 95 mil integrantes), indicando o fortalecimento do setor.
Cooperativas Na avaliação da Ocepar, o avanço na área da sanidade animal foi um dos fatores positivos para a economia. Segundo Koslovski, a parceria entre governo e iniciativa privada foi importante para que o Paraná conquistasse o certificado de área livre da aftosa e peste suína clássica, criando um clima favorável para garantir essa sanidade e realizar investimentos para tirar proveito dessa condição.
A equiparação da carga tributária de produtos primários e agroidustriais com a de outros Estados, através da aprovação das leis Brandão, Rossoni e Durval
Amaral também merecem destaque na avaliação da Ocepar, por garantirem a competitividade dos produtos paranaenses.


